terça-feira, 19 de agosto de 2008

Entrevista com Márcio Barboza, ganhador dos Galgos

O formando de Jornalismo da Feevale Marcio Barboza conquistou na premiação do 16° Gramado Cine Vídeo, evento paralelo ao Festival de Cinema, não somente um, mas dois Galgos de Ouro.
Ele estava concorrendo com o vídeo "A Colônia", que relata como ex-hansenianos chegaram e vivem no Hospital Colônia Itapuã. Levou para casa o prêmio de Melhor Vídeo Universitário Gaúcho e Vídeo Social/Resgate da Cidadania, além de também receber o Prêmio Quanta, que consiste em locação de equipamento de iluminação, acessórios e maquinaria, no valor de dois mil reais. O formando nos concedeu uma entrevista exclusiva sobre a premiação que recebeu:

Bruna - Como você se sente ao receber não apenas um, mas dois galgos, sendo que você não queria nem se inscrever?

Márcio - "Foi uma satisfação, até porque eu não tinha a intenção de me inscrever no Gramado Cine Vídeo. Foi uma surpresa para todo mundo ter recebido dois prêmios. Um até era esperado, mas dois foi realmente uma grande surpresa."

Bruna - O que te levou a escolher este tema: Vida de ex-hansenianos.

Márcio - "Na realidade este tema foi escolhido pela Sabrina (sobrenome) que também é realizadora deste documentário junto comigo. Nós fizemos o vídeo na cadeira de Telecine Jornalismo no segundo semestre de 2007 e fomos orientados pela professora Letícia Braga, e a partir de uma nota que a Sabrina leu em um jornal sobre a indenização que o Governo Federal daria para ex-portadores de hanseníase que ficaram confinados em hospitais. A partir desta nota nós decidimos fazer um documentário. Contar a história dessas pessoas que vivem no Hospital Colônia Itapuã (46 pacientes) e como eles foram parar lá e porque vivem ainda até hoje, pois elas poderiam estar morando em outro lugar já que isso aconteceu nas décadas de 40, 50 e 60."

Bruna - Você teve convivência direta com os pacientes?

Márcio - "Sim. Fomos até o Hospital duas vezes, entrevistamos os moradores, o diretor do hospital e também uma historiadora que também está fazendo um trabalho paralelo de como os moradores foram parar lá."

Bruna - Como foi à convivência com os pacientes?

Márcio - "A convivência com eles foi tranqüila, eles são pessoas que hoje na realidade têm seqüelas da doença e não mais a doença em si. Pessoas com a idade um pouca mais avançada e muitas delas com seqüelas graves, sem visão e etc."

Bruna - Como eles se sentiram ao ter suas vidas retratadas em um vídeo?

Márcio - "Eles ficaram resistentes a contar este tipo de história, pois esta é uma história de sofrimento, mas depois aparentemente veio sensação de alívio por parte deles ter contado um pouco do que eles passaram por lá."

Bruna - Projetos futuros.

Márcio - "Com o prêmio Quanta que recebi, estou pensando em alguma coisa. Tenho algumas idéias do que fazer em termo de vídeo, mas ainda não tenho nada concreto."


Esta foi mais uma entrevista que realizei à poucos minutos e resolvi postá-la também. Obrigada pela sua leitura!

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